quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Eólica deve puxar crescimento de renováveis no Brasil até 2022, diz EPE



Potencial de energia gerada por ventos deve subir para 9,5% no país.
Dados fazem parte do Plano Decenal de Expansão de Energia.


O possível crescimento da geração de eletricidade pela força dos ventos (eólicas) deve aumentar a participação de fontes renovável no Sistema Interligado Nacional (SIN), de acordo com estimativa da Empresa de Pesquisa Energética, que lançou recentemente para consulta pública o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) referente a 2022.

O potencial de energia eólica no país vai saltar de 1,8 mil MW, dado de 2012, para 17,4 mil MW, em 2022, segundo o estudo da EPE, ligada ao Ministério de Minas e Energia do Brasil. Com isso, a participação das renováveis deve ser de 85,8% em 2022.

Ainda segundo a EPE, haverá também um aumento de 34,1 mil MW na capacidade instalada de geração de eletricidade por meio de hidrelétricas até 2022. As pequenas centrais hidrelétricas e fontes de biomassa, como o bagaço de cana de açúcar, também vão aumentar sua contribuição em 6,5 mil MW.

As informações foram colocadas na última quinta-feira (24) em consulta pública. Ele traz os rumos para os setores de petróleo e gás natural, energia elétrica e biocombustíveis, e prevê investimentos de R$ 1,151 trilhão para os próximos dez anos. Interessados podem enviar contribuições para o aprimoramento da proposta até 10 de novembro.

Capacidade das eólicas no Brasil cresceu em 2012
A capacidade de geração de energia eólica no Brasil subiu 73% em 2012 na comparação com o ano anterior, chegando a 2,5 gigawatts de potência instalada em 108 parques eólicos, afirma um relatório da Associação Brasileira de Energia Eólica ABEEólica.

Houve um acréscimo de 40 parques com relação a 2011, ano em que a capacidade de produção era de 1,4 gigawatts, segundo a associação.

Em média 7,5 milhões de pessoas foram abastecidas com energia de origem eólica por mês, de acordo com a instituição. O número é pouco maior do que a população da cidade do Rio de Janeiro, de 6,3 milhões, segundo dados do censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

O aumento da capacidade foi resultado de investimentos de aproximadamente R$ 3,5 bilhões, que geraram 15 mil postos de trabalho diretos e indiretos, ressalta a ABEEólica. A média mensal de produção foi de 556 megawatts em 2012, com um máximo de 771 megawatts em outubro, o que significou um recorde, de acordo com a associação.

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