quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Denúncias de trabalho escravo na MRV



Já se passaram 124 anos desde que a Princesa Isabel declarou o fim da escravidão no Brasil assinando a Lei Áurea, porém até hoje ainda há escravos no Brasil.

O ministério do Trabalho possui uma lista de empregadores que submetem os funcionários a condições análogas às de trabalho escravo. E o mais novo nome nessa lista é o da empresa MRV.

A Caixa Econômica Federal informou nesta quinta-feira que está suspensa a concessão de novos financiamentos para a construtora MRV - uma das maiores repassadoras de recursos do programa do governo federal Minha Casa, Minha Vida.

A Caixa esclareceu que é signatária do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo no Brasil e a suspensão é uma recomendação contida na portaria Interministerial número 2, de 12 de maio.

Enquanto o problema que deu origem à inclusão não for resolvido, o infrator fica impedido de ter acesso a novos créditos", afirmou, em nota, a Caixa. Segundo o banco estatal, não há, no momento, "novas propostas em vias de ser contratadas com a MRV".

Para novos financiamentos, a Caixa informou que solicitará informações complementares ou cópias de documentos relacionados à ação fiscal que deu origem à inclusão no cadastro. "Quanto às operações já contratadas, não são objeto de restrições, uma vez que uma eventual paralisação de obras já iniciadas, além dos sérios prejuízos econômico-financeiros, resultaria", disse o banco.

Duas filiais da construtora MRV e uma subsidiária do grupo foram incluídas em cadastro do Ministério do Trabalho de empregadores que tenham submetido funcionários a condições análogas às de escravo, segundo a última atualização da relação divulgada no dia 31 de julho.

O grupo teve dois projetos de condomínios residenciais no interior de São Paulo incluídos na relação, além de uma obra em Goiânia. Os projetos da MRV listados no cadastro são Residencial Parque Borghesi, em Bauru, e Condomínio Residencial Beach Park, em Americana, e um projeto da sua subsisiária Prime Incorporações e Construções no bairro Jardim da Luz, em Goiânia.

Na quarta-feira (1), a empresa afirmou, em comunicado, ter sido "surpreendida com a inclusão de seu nome no cadastro (...) e está tomando todas as medidas e ações cabíveis para promover a exclusão de seu nome do cadastro, resguardar a sua imagem construída ao longo de 33 anos de atuação e prestar os devidos esclarecimentos necessários junto aos órgãos competentes e ao mercado em geral".

A ação da MRV registrou a maior perda do dia no Ibovespa, fechando em queda de 5,32%, segundo dados preliminares.

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