sábado, 5 de março de 2011

Marcas famosas chegam ao Brasil em 2011

Grandes marcas de luxo e outras bem descoladas vão aportar no Brasil a partir deste ano, tornando o mercado brasileiro de luxo mais próximo do eixo Europa-EUA

Reprodução Internet

A piada clássica é que no Brasil o ano só começa depois do Carnaval. Ao menos no mercado de luxo, esta máxima ainda está valendo. Após fechar um ano em que o país assistiu à abertura de lojas como Diane Von Furstenberg, Carolina Herrera, Porsche e Aston Martin, agora é a vez de marcas como Balenciaga, Lanvin e Bottega Veneta se estabelecerem por aqui. E logo logo chegarão YSL e Alfa Romeo. Esse avanço deve ser seguido por uma série de marcas “premium” – que não são caras, mas têm seu glamour, como a Topshop – que, somadas às regionais, podem ampliar em até 30% o mercado de luxo brasileiro em 2011.

Para as marcas de luxo, as perspectivas são muito positivas. Analistas do setor asseguram que além da demanda reprimida, a tendência de crescimento do consumo é grande nos próximos cinco anos. “Estamos vivendo um momento crucial para esse segmento, que é um movimento de ocupação”, afirma Alejandro Pinedo, diretor geral da Interbrand Brasil, consultoria especializada em marcas. “Há dez anos, empresas como a Louis Vuitton e a Hermès teriam de fazer um estudo sobre o mercado brasileiro. Agora, não. O momento é oportuno, elas precisam se estabelecer aqui o mais rápido possível.”

Embora esteja longe do faturamento de Estados Unidos e Japão, o Brasil já começa a ter um peso considerável nos números do setor. A estimativa é que o país tenha fechado 2010 com algo próximo de US$ 9 bilhões. Em termos de crescimento, a passagem entre 2009 e 2010 já representou um avanço entre 20% e 30%. Bom? Nem de perto o que pode se tornar, garante o mercado.

“Estamos muito longe de atingir o ápice do consumo de alta renda no Brasil”, afirma Silvio Passarelli, diretor do Programa Gestão de Luxo da Faculdade Armando Álvares Penteado (FAAP). Segundo ele, apenas uma fatia de 30% tem participação efetiva no mercado. “O Brasil suportará tranquilamente um aumento de mais 30 a 40% da oferta somente com a inclusão de parcelas existentes de consumidores que ainda não estão no mercado de luxo”.

Tantas marcas aportando no país é uma conseqüência direta do crescimento econômico e da expansão do mercado de luxo por aqui. Embora um grande influxo de investimentos e novidades esteja seguindo diretamente para a China, conforme a marca, o Brasil se torna prioridade. Grandes empresas de cosméticos, como a Clarins, elegeram o país como mercado-chave. Quando se fala em América Latina, aí não sobra mesmo para ninguém. Para companhias como PPR (dona da Gucci) e LVMH (dona da Louis Vuitton), a participação brasileira soma mais de 70% do mercado latino-americano.

CHINA X BRASIL
“Nossos números não são tão espetaculares como os da China, mas a turbulência que em algum momento deve afetar os chineses, nós já vivemos e já aprendemos com as crises”, diz o professor Silvio Passarelli, da FAAP. Ele admite que há desafios, como a altíssima tributação e o déficit interno que levou o governo a anunciar recentemente um corte de R$ 50 bilhões no orçamento. Mas tudo indica que o país terá uma economia bem estável pela próxima década ou mais. “O Brasil é uma das economias de maior perspectiva no mundo, não é surpresa que todos queiram vir para cá.”

Mas marca somente não faz milagre. Fazer a lição de casa, ou seja, estudar o mercado e o consumidor brasileiro também conferem uma grande vantagem. Mais: o segmento ainda está muito concentrado no eixo Rio-São Paulo, mas já se configura um cenário de descentralização que vem funcionando muito bem para os carros de luxo. A Audi está investindo em revendas no Nordeste, próximo passo de marcas como Land Rover e Porsche. E a Chanel também sinaliza sua “marcha para o interior”. “Tem muito espaço para crescer e as empresas se beneficiam de hábitos de consumo mais similares aos da Europa e Estados Unidos”, diz Ellen Kiss, coordenadora do curso de Marketing para Produtos e Serviços de Luxo da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

Ellen afirma que o crescimento do consumo nacional vai se concentrar em duas faixas da pirâmide social: bem no topo, em que estão os produtos mais exclusivos, e na base, onde consumidores chegam com a aspiração de fazer parte desse mundo e reforçam as vendas no chamado setor de entrada, com perfumes e acessórios. Seja como for, no geral o crescimento esperado para 2015 deve ficar em 15% ao ano.

Há quem esteja bem longe do conceito de luxo, mas que de alguma forma se beneficia com esse crescimento. Marcas que no máximo seriam consideradas “premium” refazem seu posicionamento para se vender como grifes, oferecendo um glamour mais acessível. É o caso da britânica Topshop, que anunciou no ano passado a abertura da primeira loja em solo brasileiro, em São Paulo, até o final deste semestre. E até o final do ano, deve abrir sua loja voltada para o público masculino, a Topman.

“Agora é o momento, o lema é ‘location, location, location’. É preciso chegar e plantar a bandeira no lugar certo e criar a imagem certa para o consumidor”, diz Alejandro Pinedo, da Interbrand. De novo, quem ganha? As companhias que lançam empreendimentos comerciais desenhados para agradar ao consumidor de alto padrão, como você verá em outra reportagem desta Semana Época NEGÓCIOS de Luxo.

 Reprodução Internet

BALENCIAGA

Lojas: 37
Designer: Cristóbal Balenciaga, Oscar de la Renta, Andre Courreges, Emanuel Ungaro, Hubert de Givenchy, Josephus Thimister, Nicolas Ghesquière
Quem usa: Madonna, Victoria Beckham, Beyoncé, Rihanna, Nicole Kidman, Jennifer Connely, Kylie Minogue, Julliane Moore e dezenas de estrelas, socialites, modelos e wannabes
Comprar para quê? Marca que hoje integra o portfolio do conglomerado francês PPR, virou sinônimo de luxo de vanguarda, mais arriscado para mulheres (principalmente) e homens nada comportados. Desde que o designer Nicolas Ghesquière assumiu a direção em 1997, a marca ganhou um estilo mais rock’n roll que combina jaquetas de motoqueiro, ombreiras com espinhos e taxas e sapatos “poderosos”.

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LANVIN

Lojas: 32
Designer: Jeanne Lanvin, Eric Bergère, Robert Nelissen, Dominique Marlotti, Ocimar Versolato, Cristina Ortiz, Alber Elbaz
Quem usa: Natalie Portman, Julia Roberts, Gwyneth Paltrow, Blake Lively, Jennifer Aniston, Cameron Diaz, Jennifer Lopez, Victoria Beckham e mais dezenas de famosas e modelos que querem se sentir femininas, sexy e maravilhosas
Comprar para quê? A marca passou por altos e baixos, mas desde a chegada de Elbaz tornou-se sinônimo de bom gosto, cortes impecáveis e sensualidade. O frisson começou entre fashionistas e chegou às celebridades, que disputam a tapas modelos para brilhar no tapete vermelho. Recentemente, a Lanvin desenhou uma linha para a H&M que foi um grande sucesso de vendas. Houve filas na porta das lojas durante dias e os blogueiros da moda competiam para dizer quais eram as peças imperdíveis.

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TOPSHOP
Lojas: mais de 400 pontos no mundo
Designer: Kate Moss, Christopher Kane e Stella McCartney já desenharam coleções
Quem usa: meninas descoladas que querem estar na moda, pagando pouco
Comprar para quê? Sucesso absoluto entre o público feminino, a Topshop só não domina inteiramente o mercado britânico por causa da rival H&M. Mas quando se trata de glamour, a Topshop tem um não-sei-o-quê especial. Culpa da modelo Kate Moss, que lançou 14 coleções e gerou tanta mídia que a marca, de uma hora para outra, virou sinônimo de “luxo acessível”. Mas não dormiu no ponto e acelerou suas parcerias com jovens designers, além de abrir espaço para marcas descoladas que representam a vanguarda inglesa. Tanto que qualquer menina que baixar em sua matriz, a loja de três andares em Oxford Street, Londres, consegue sair em uma hora vestida com uma autêntica garota inglesa de estilo.



 

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