sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Petrobras anuncia recorde em 2010, lucro de R$ 35,189 bilhões.

A Petrobras encerrou 2010 com lucro recorde de 35,2 bilhões de reais. A cifra é 17% maior que a de 2009, quando a companhia lucrou 30,05 bilhões de reais. O resultado é o maior já registrado na história da companhia, e conseqüentemente, de uma empresa no país. A geração de caixa, medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), foi de 60,3 bilhões de reais. O cifra ficou praticamente estável em relação aos 59,5 bilhões obtidos no ano retrasado – uma alta de 1%.

Somente no quarto trimestre, o lucro líquido chegou a R$ 10,602 bilhões, alta de 24% ante o trimestre anterior (R$ 8,566 bilhões). O forte crescimento do lucro no último trimestre foi atribuído à redução das despesas operacionais, em R$ 1,58 bilhão, além de gastos menores com tributos, com impacto positivo de R$ 1,28 bilhão.

Os investimentos da estatal somaram R$ 76,411 bilhões ao longo de 2010. Isso representou um aumento de 8% em relação ao ano anterior (R$ 70,757 bilhões). Os principais recursos foram destinados para a área de exploração e produção, que recebeu R$ 32,426 bilhões.

Em dezembro de 2010, a empresa tinha um endividamento bruto de R$ 117,9 bilhões, a maior parte (87%) financiada em longo prazo. Boa parte dessa dívida (46%) estava indexada em dólar e real (27%), sendo o BNDES (33%) era o maior credor da estatal.

Segundo o comunicado enviado ao mercado, o resultado anual foi influenciado pela alta da cotação do petróleo durante o ano e pelo aumento de 11% nas vendas de derivados. A Petrobras ressaltou que a valorização cambial provocou um impacto positivo no resultado de R$ 2,725 bilhões.

A empresa encerrou o ano passado com reservas provadas de 16 bilhões de barris de petróleo. Do total, 1 bilhão de barris são do pré-sal. “A maior parte das reservas está no Brasil, porque é aqui que tivemos o maior sucesso na exploração”, afirmou Almir Barbassa, diretor financeiro da Petrobras, durante teleconferência nesta sexta-feira (25/02).

1 Comentários:

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Na Petrobrás, tudo e todos são controlados somente pelo governo federal. Qualquer economista competente provava que antes do controle acionário "mixto" da Petrobrás, o preço da gasolina era maior do que o correspondente ponto de equilíbrio monopolista, provocando demanda não satisfeita (clientes que não podiam comprar o que necessitavam). Isso não era aceitável para uma empresa 100% federal, e denunciava a enorme ganância federal. Portanto, ela se tornou uma empresa monopolista (até poucos anos atrás) com controle acionário "mixto" - a desculpa que precisava para ter lucros maiores que os aceitáveis em um mercado monopolizado estatal "puro". A ganancia é tal que o monopolio de preços (em parceria com a ANP) colocou os preços sempre acima do mercado internacional - roubando do povo e enriquecendo o governo no processo.

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