segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Dilma Eleita ! Propostas para incentivar o Empreendedorismo no Brasil?

Ontem a exemplar "festa" da democracia no Brasil teve fim, e pela primeira vez na sua história, o Brasil elegeu uma mulher para o cargo de presidente da República. Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores, que já tinha liderado no primeiro turno mas sem a maioria necessária (contrariando as pesquisas) para ser eleita, voltou a vencer este domingo, derrotando o candidato da oposição, José Serra, do Partido da Social Democracia Brasileira.

Como em todos os anos os candidatos que tem a preferencia da grande maioria da população, sejam da oposição ou não, sempre disputam, em segundo turno, com propostas praticamente iguais, se diferenciando em detalhes como o de privatização de estatais, religião, salário mínimo e os exemplos de governos anteriores de seu partido, a campanha política é basicamente uma luta de carteirinha partidária que se destaca perante a falta de competência em criar propostas concretas. 

  • Agrária

  • Ciência e Tecnologia

  • Cidades

  • Combate ao Racismo

  • Cultura

  • Direitos Humanos

  • Economia Solidária

  • Educação

  • Juventude

  • Meio Ambiente

  • Mulheres

  • Política Industrial

  • Políticas Sociais

  • Saúde

  • Segurança


  • Esses são os temas destaques das campanhas e são os famosos "Ganha-Votos", pois o brasileiro quer saber de soluções a curto prazos, resultados "pra ontem".
    É claro que esses temas são a prioridade, a erradicação da miséria é uma meta que já passou da hora de ser alcançada, o Brasil está há um século atrasado quando trata-se de pobreza, mas isso é óbvio e está na cara de cada brasileiro, o presidente Lula já deu o caminho para resolver esses problemas sociais, basta a Dilma dar continuidade.


    O  mundo inteiro sabe disso, pois todos os países subdesenvolvidos possuem esses mesmos problemas, mas o Brasil tem um diferencial e não sabe apoveitar como deveria. Nós somos um dos países emergentes, embora subdesenvolvidos, temos um PIB invejável, uma terra fértil com clima favorável à agricultura, sem Terremotos ou Furacões, uma imensa área territorial inexplorada, reservas de petróleo, o maior rio do mundo, a maior floresta, bons relacionamentos com os países mais ricos, porém uma cultura conservadora demais para um país que se diz liberal.
    De janeiro a setembro, o país foi citado em 2.367 reportagens em mídias internacionais e o tom era favorável ao país em quase 80% das matérias.

    E, na minha opinião, é exatamente isso que atrasa o Brasil. Nós não sabemos aproveitar o nosso potencial econômico. A base da infra-estrutura do um país se espelha em sua economia, dinheiro mesmo, pois nós somos um país capitalista, resolver aqueles problemas essenciais é prioridade sim, mas sem dinheiro, apoio ficanceiro e a iniciativa privada, fica muito mais difícil, pois o governo não dá e nunca dará conta de todos os problemas do país, por isso eu digo que nós, apesar de sermos capitalistas, agimos como socialistas.

    Por exemplo, o que fez mais sucesso no governo Lula foram os programas ProUni e Bolsa-Família. Eu acho que foi genial, ajudou muito o país, mas trata-se de um programa apenas e não uma solução,  isso deve ser um incentivo para a pessoa se reerguer e passar a bolsa para os mais necessitados e não para a pessoa se aposentar e ficar parazitando o governo pro resto da vida, isso é socialismo.


    O governo cuidando do petroleo, das fazendas, das escolas, saúde, saneamento, etc. SOCIALISMO.

    Vamos incentivar o empreendedorismo, viver o capitalismo em todos os aspectos, assim, novas soluções aparecerão, as bolsas do Lula não serão mais necessárias, pois haverá ofertas de empregos para todos, oportunidades para todos.

    O brasileiro tem que parar de sonhar em se aposentar como funcionário público, pois a ditadura já acabou, não precisamos mais trabalhar para o governo para ser alguem na vida. Vamos criar coisas, inventar, inovar, formar empresas, dar emprego e movimentar a economia ajudando assim o nosso governo.

    Vamos deixar com ele apenas o papel de fiscalizar o nosso trabalho, os problemas do Brasil são problemas nossos e não apenas do governo, não adianta ficar sentado vendo novela esperando chegar R$15,00 no fim do mês e o brasil melhorar, porquê assim não vai, nunca!

    O Brasil não apoia o empreendedorismo, não incentiva investimentos de risco, enquanto nos Estados Unidos a maior preocupação dos eleitores é a Economia (acima da guerra, saúde, educação, etc) aqui é a saúde.

    Enquanto o brasileiro quer ter hospital público de qualidade como direito social, pois os disponíveis são péssimos, demoram meses para atender, além de sermos mal atendidos pela displicencia dos funcionários, o norte-americano quer ter dinheiro para pagar um bom hospital particular, dentre vários concorrentes que existem, podendo escolher o médico e analisar qual a melhor tarifa e ainda que o atenderá muito bem e muito rápido, pois não pretende perder o cliente.

    Você pode procurar na internet alguma proposta de qualquer candidatos que seja direcionada para o incentivo ao empreendedorismo, mas falo daquele empreendedorismo de raiz, uma mudança cultural, mudar os olhos do brasileiro para o mundo dos negócios, não apenas incentivar as empresas que já lucram, que não precisam mais de crédito do BNDES e sim aqueles que estão começando ou que ainda nem sairam do papel, jovens que a cada ano que passam surgem com idéias geniais, mas não recebem suporte para colocá-las no mercado.


    Pensando nisso eu fui atrás de saber o que a nossa presidente eleita planeja para incentivar o empreendedorismo no Brasil e fiquei otimista (A esperança é a ultima que morre), pios em seu site oficial há uma materia que fala que apesar do pouco incentivo o Brasil ficou em sexto lugar no mundo em empreendedorismo em 2009, com 15,3% da população, o equivalente a 18,8 milhões de pessoas, fazendo parte da Taxa de Empreendedores em Estágio Inicial (TEA) – negócios com menos de 42 meses de existência. A taxa registrada ficou acima da média histórica do país que é de 13%. O que mostra que o brasileiro quer sim seguir esse caminho, mas falta incentivo.

    De maneira geral, o empreendedorismo por oportunidade atingiu a proporção de 1,6 brasileiro para 1 que empreende por necessidade – quando não encontra vaga no mercado de trabalho e monta seu próprio negócio para sobreviver. A pesquisa indicou, ainda, que a população empreendedora está concentrada entre os jovens de 18 a 34 anos.

    Mesmo durante o período de crise econômica, encontraram no empreendedorismo uma forma de conseguir emprego e renda e uma possibilidade de continuar sobrevivendo e sustentando sua família.

    O jovem não espera mais a oportunidade em grandes empresas ou no emprego público. O Brasil precisa se espelhar em países mais desenvolvidos que incentivam aqueles com idéias "diferentes".


    Na Finlândia, por exemplo, grupos minoritários como imigrantes e portadores de necessidades especiais recebem atenção especial nos programas do governo de apoio ao empreendedorismo. A Holanda promoveu mudanças na legislação de falências para facilitar a reorganização e recuperação de empresas em dificuldade. Na Suécia, existe um programa que dá a jovens de 16 a 20 anos de idade a oportunidade de abrir um negócio próprio com o apoio de escolas e da comunidade empresarial.

    A França permite que os trabalhadores possam tirar um ano de licença não remunerada para abrir um negócio próprio, com o direito de retomar o mesmo cargo depois deste período. Possui programas especiais para empreendedores com mais de 50 anos de idade, incentivos fiscais para novos empreendimentos, estímulo à abertura de linhas de crédito, maior proteção a pequenos empreendedores e apoio à transferência de novos negócios a funcionários (spin-offs).

    Falta tanto isso aqui no Brasil que nós estamos disperdiçando oportunidades. Se um jovem inventasse um cobertor com mangas para colocar o braço ao ler livro na cama, no Brasil, mal venderia para seus familiares e amigos.


    Enquanto nos Estados Unidos, o jovem estudante Gary Clegg teve essa idéia e hoje pode fretar um avião para seus amigos irem visitá-lo. Sua idéia simples é usada por milhões de pessoas na Europa, Asia, Canadá e Estados Unidos, pincipalmente em estadios esportivos em temporadas de inverno. 60 mil pessoas no estadio usando sua invenção para se manter aquecido.

    Vimos que a nossa presidente eleita está ciente de que nós temos um potencial empreendedor, basta agora cobrarmos que em seu governo haja incentivos concretos para quem quer se arriscar no mundo dos negócios, espero que a partir do dia primeiro de janeiro de 2011 o Brasil tome um novo rumo que busca utilizar o seu potencial para fazer grandes acontecimentos, grandes empresas e negócios vindos de nossa tradição e, principalmente, de nossos jovens empreendedores.

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