sexta-feira, 27 de agosto de 2010

As 10 piores "burradas"no Mundo dos Negócios.

10- New Coke
Data: 1985
Prejuizo: US$ 50 milhões


Depois de dois anos de testes secretos, a Coca-Cola resolveu substituir a consagrada fórmula de seu refrigerante por uma outra, mais doce. A “New Coke” foi lançada em meio a uma caríssima campanha publicitária, mas gerou protestos pelos Estados Unidos – o público detestou o novo sabor e a versão antiga começou a ser vendida no mercado negro. Logo os engarrafadores recusaram-se a fabricá-la e devolveram 30 milhões de dólares em concentrado para a empresa.

Que fim levou: A Coca voltou atrás, relançou a antiga fórmula com o nome “Classic” apenas 77 dias depois e nunca revelou o tamanho exato do “preju”.



9- Filme Plutonash
Data: 2002 
Prejuizo: US$ 113 milhões



O roteiro de intrigas interplanetárias em torno de uma boate começou a ser escrito no meio da década de 1980 e passou por dezenas de modificações até ficar pronto, cerca de 15 anos depois. A demora aconteceu provavelmente porque o material não era bom o suficiente, nas telas, com Eddie Murphy no papel principal, foi um fracasso de público e crítica, custou 100 milhões de dólares e rendeu 7 milhões de dólares no mundo inteiro (Cidade de Deus, lançado na mesma época, faturou 28 milhões de dólares).

Que fim levou: Os 20 milhões de dólares em publicidade não ajudaram, e até Eddie Murphy confessou ter vergonha do filme.

8- Jato da Embraer
Data: 2002
Prejuizo: US$ 300 milhões

Os governos do Brasil e da Argentina assinaram um acordo para desenvolver em parceria um jato para vôos regionais. A Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) ficaria com dois terços do trabalho e transferiria tecnologia para a Fabrica Militar de Aviones, da Argentina. O projeto durou cinco anos e o protótipo foi entregue com festa. Mas o mercado não quis nem saber, o avião, batizado de Vector, era caro demais, e a crise política no Brasil abortou o projeto.

Que fim levou: Os dois protótipos foram destruídos, a idéia, engavetada, e a Embraer se afundou numa crise da qual levou anos para se recuperar.

7- Virtual Boy da Nintendo
Data: 1995
Prejuizo: US$ 396 milhões



A Nintendo lançou uma proposta, digamos, esquisita: uns óculos feios, pesados, que geravam efeitos 3D em duas cores, ligado por um fio a um joystick. Não precisa ser expert em negócios para adivinhar que a aposta não deu certo, o videogame era caro, pouquíssimos jogos foram lançados e, para piorar, causava tontura em quem ficasse mais de alguns minutos brincando. A expectativa era vender 3 milhões de unidades pelo mundo, mas o número não chegou a 400 mil.

Que fim levou: Em menos de um ano a Nintendo aposentou o Virtual Boy, tirou-o das lojas e suspendeu o desenvolvimento de jogos para a plataforma.

6- Newton da Apple
Data: 1993
Prejuizo: US$ 700 milhões


Hoje, tudo que a Apple lança é sucesso quase instantâneo. Mas o passado da empresa esconde um computadorzinho de mão (PDA) chamado Newton. Feito às pressas, tinha vários problemas, não cabia em bolso nenhum, as pilhas acabavam rápido e o programa não reconhecia direito a escrita com a canetinha.

Que fim levou: O Newton amargou anos de prejuízo até ser tirado de circulação em 1998 por Steve Jobs, justo quando o aparelho estava melhor. Outra empresa, a Palm, achou que o filão tinha futuro e lançou, com sucesso, o seu PDA no mesmo mês da morte do Newton.

5- Beatles desprezados
Data: 1962
Prejuizo: US$ 2 bilhões


Mike Smith era um descobridor de talentos da gravadora Decca que, no fim de 1961, foi a Liverpool ouvir um grupo que começava a fazer sucesso. Gostou dos caras e os convidou para uma audição em Londres. Os Beatles tocaram 15 músicas, mas não empolgaram o outro executivo da gravadora, que desdenhou, “Desculpe, mas não gostamos do som dos seus garotos. Essa história de grupos já acabou, e particularmente grupos de quatro pessoas com guitarras já era”.

Que fim levou: A banda “ruim” virou só a mais importante de todos os tempos. A que mais vendeu Cds e sucesso eterno.

4- Celular por satélite
Data: 1998
Prejuizo: US$ 6 bilhões


A empresa Iridium surgiu com um conceito interessante no mundo dos celulares, em 1998, quem pagasse pelo serviço a preços exorbitantes teria sinal em qualquer parte do mundo. Várias empresas se juntaram para garantir os 6 bilhões de dólares necessários para a implantação, que envolvia 66 satélites.

Que fim levou: Com problemas de gestão e sem assinantes, a empresa abriu falência e foi vendida por 25 milhões de dólares em 2001. Hoje, o serviço existe, mas é usado quase que exclusivamente pelo Exército americano.

3- Direitos de Star Wars
Data: 1976
Prejuizo: US$ 10 bilhões


Em 1976, a produção do primeiro filme de Star Wars estava atrasadíssima e o orçamento já havia estourado. O diretor George Lucas, pressionado, concordou em reduzir o seu cachê (não revelado, mas menor que 1 milhão de dólares) em troca do direito total sobre os personagens. A Fox concordou – na época, ninguém fazia bonecos baseados em filmes.

Que fim levou: Muitas espadas de plástico e 120 games depois, os produtos licenciados já renderam a George Lucas muito mais do que os filmes em si.


2- AOL e Time Warner
Data: 2001
Prejuizo: US$ 100 bilhões


Maior conglomerado de comunicações do mundo, a Time Warner engloba desde canais de TV como CNN até revistinhas da DC Comics. Em 2000, no auge da bolha especulativa da internet, a America Online, maior provedora do mundo, estava com a corda toda, e as duas empresas resolveram se fundir. Mas logo a AOL “datou”: sua fórmula era distribuir CDs de instalação para o discador e usar um navegador próprio.

Que fim levou: Em 2002 o braço AOL da dupla foi reavaliado e registrou prejuízo de quase 100 bilhões de dólares, um recorde histórico.

1- Recusa do Telefone
Data: 1876
Prejuizo: US$ 150 bilhões


O jovem inventor escocês Graham Bell quis vender a patente de um novo aparelho chamado telefone à empresa que tinha o monopólio dos telégrafos nos EUA por 100 mil dólares, um dinheirão na época. O dono da empresa não quis pagar. Disse ao inventor americano que a idéia era boa, mas estava mais para um brinquedo.

Que fim levou: Dois anos depois, o mesmo executivo disse que, se tivesse pago 25 milhões de dólares, teria sido uma barganha. Bell fundou sua própria companhia telefônica, que usufruiu 17 anos de monopólio sobre a invenção, o suficiente para torná-la a maior do mundo em telefonia.

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5 Comentários:

Responder

desculpe a demora pelo comentário, mais é que eu tava lendo todo o post
^-^ eu acho que o que deveria estar em 1° lugar era o dos beatles, pq os caras fizeram a maior burrada em desprezar eles!

bom post! parabéns

Responder

@ •▬●๋• Jőőýćííńhá CCM

Realmente, os Beatles foi um erro enorme, mas não está em primeiro lugar, pois os erros estão em ordem de prejuízos eoportunidades perdidas.

No caso dos Beatles quem nao curtiu a banda e não investiu, deixou de lucrar 2 bilhòes de dólares.

Já o telefone, que está em primeiro lugar, o prejuízo foi de 150 bilhões de dólares.

Responder

Pelo que eu sei, o caso da Coca foi de caso pensado.
Adriano, se puder pesquisar um pouco mais...
A moral da história foi que a coca quis mostrar aos consumidores o qão do doce era a Pepsi. Com isso conseguiram alvancar em 5% o market share da marca.

Responder

@Guilherme.

Primeiramente obrigado pela sua visita e comentário.

Quando falamos sobre as grandes empresas mundiais, mitos e lendas são decorrentes, mas nesse caso, o erro estratégico tomado por Zimmer em combate à perca de quota de mercado dos anos de 1965 até 1985 é um fato conhecido na história do empreendedorismo mundial.

De forma alguma a mudança da fórmula original, da bebida que existia há 98 anos, foi uma estratégia de marketing. A Coca-Cola na época estava em queda de 2,5%, o que representa cerca de 500 milhões de dólares em mercado, por causa das concorrentes, inclusive a Pepsi, que até hoje ainda é o refrigerante do genero mais vendido nos Estados Unidos.

A mudança custou 4 milhões de dólares em pesquisas e gerou uma queda do espaço de mercado que antes era de 15% para apenas 1,4%.

Prejuízo calculado em 50 milhões de dólares.

79 dias depois desse erro a Coca-Cola voltou com a antiga fórmula, porém a nova coca, conhecida hoje nos Estados Unidos como Coke II, ainda é vendida em algumas regiões do país que aprovaram a bebida.

Se precisar de mais informações, aqui mesmo no Colunas de Hércules, você poderá buscar um post que eu fiz contando toda a história da Coca-Cola, baseando-se no Documentário de título "A Incrível História da Coca-Cola".

Mas especificamente sobre essa história, essa estratégia de marketing "furada" eu consultei o SAC da sede na empresa no exterior e recebi como retorno o seguinte texto, que confirma as informações contidas em meu post:

Dear Adriano,

In 1985, was the release of a new taste for Coca-Cola, the first change in formulation in 99 years. In taste tests, people loved the new formula, commonly called “new Coke.” In the real world, they had a deep emotional attachment to the original, and they begged and pleaded to get it back. Critics called it the biggest marketing blunder ever. But the Company listened, and the original formula was returned to the market as Coca-Cola classic®, and the product began to increase it's lead over the competition.

Corporate Communications
T - (404) 676-2683
F - (404) 515-6428

The Coca-Cola Company
P.O. Box 1734
Atlanta, GA 30301, USA
1.800.GET COKE (800.438.2653)

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