quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Em tempos de verão e viajens, conheça a história da CVC.

A Agência de Viagens CVC, nasceu no dia 28 de maio de 1972 em Santo André, região do Grande ABC em São Paulo, da associação de Guilherme Paulus, ex-agente de viagens da tradicional Casa Faro Turismo, e do deputado Carlos Vicente Cerchiari (a sigla CVC provém das iniciais do nome), que perceberam uma grande oportunidade a ser explorada: democratizar o acesso às viagens para brasileiros de todas as classes sociais. Nascia o conceito de turismo de massa no Brasil.


Poucos anos depois, em 1976, a sociedade foi desfeita e a CVC passou a ser administrada apenas por Guilherme Paulus e por sua esposa, Luiza Paulus. Os primeiros resultados positivos não vieram logo no começo. Quando a sociedade foi desfeita, logo em seguida foi criado o depósito compulsório, que determinava um depósito de US$ 1 mil para quem viajasse para o exterior. Resultado: as viagens internacionais praticamente zeraram e o turismo interno quase não existia ainda. Essa foi primeira grande dificuldade enfrentada por Paulus. A CVC, então com quatro funcionários, entendeu que para consolidar sua atuação junto ao público consumidor seria fundamental inovar.

Tanto que foi a primeira companhia a fretar aviões, a oferecer o parcelamento de viagens e a desenvolver produtos turísticos que cabiam no bolso do cidadão. A CVC começou então a trabalhar com o turismo rodoviário nacional. Descobriu um nicho de mercado que estava concentrado no ABC paulista com as fábricas da Ford, Volkswagen e Mercedes-Benz.
 


Em 1978, deu início à organização de grupos de viagem, atendendo principalmente aos grêmios de funcionários das indústrias da região. A CVC atuava fazendo promoções junto ao departamento de recursos humanos das empresas ou diretamente com os funcionários. Em 1981 a CVC já contava com uma carteira de clientes formada por mais de 300 grêmios e associações no Brasil para o turismo rodoviário. O crescimento dos negócios abriu as portas para estabelecer boas oportunidades com as companhias aéreas, hotéis e outros estabelecimentos turísticos. Foi nesta época, que surgiram os projetos cooperados, sendo o primeiro deles firmado com a Empresa Amazonense de Turismo, Vasp e rede hoteleira; que conseguiu o suporte para a venda de grande quantidade de viagens a Manaus, Salvador, Fortaleza e Maceió. Com o sucesso alcançado, a CVC continuou a investir nos cooperados obtendo muito sucesso ao fazer parcerias com órgãos oficiais de turismo. Esta década foi marcada também pelo surgimento dos pacotes de viagem com transporte aéreo e a inauguração da primeira loja fora do ABC Paulista.




Em 1989, um dado impressionava o mercado: a CVC comprou 100 mil passagens aéreas da Vasp. Esse volume representava 50% de todo o movimento mensal da companhia aérea. O empreendedorismo da operadora foi noticiado até pela imprensa internacional como case de marketing. No mês de outubro de 1992, a CVC começou a fretar aviões para uso exclusivo de seus passageiros. As primeiras viagens foram para Maceió, Natal, Porto Seguro, Serra Gaúcha e para a Pousada do Rio Quente, em aviões modelo Boeing 737-500 ou 737-300. Uma grande inovação ocorreu em 1997 quando a CVC instalou a primeira sala de embarque no Porto de Santos. No ano seguinte, a CVC contava com lojas em São Paulo, Santos, Guarulhos, Osasco, Campinas, Mogi das Cruzes, São José dos Campos, Ribeirão Preto, Porto Alegre, Belo Horizonte, Londrina, Florianópolis, Curitiba e Rio de Janeiro. Nesta época a CVC oferecia mais de 50 roteiros turísticos, embarcando cerca de 300 mil passageiros por ano.


"Os 10 destinos nacionais mais vendidos pela CVC em 2007 são: Porto Seguro (80.000 passagens vendidas por ano) seguido de Fortaleza, Natal, Maceió, Porto de Galinhas, Costa do Sauípe, Gramado, Salvador, Recife e Rio de Janeiro. Entre os destinos internacionais, a capital Buenos Aires é a preferida dos turistas brasileiros, seguida de Madri, Santiago, Bariloche, Flórida/Disney, Cancun, Miami, Nova York, Paris e Lagos Andinos. "


Em 2000, o programa Operacional e de Vendas Systur, construído especialmente para a CVC, contava com mais de 670 terminais servidores interligados em todo o Brasil com capacidade para 12 mil transações por minuto. O perfil dos clientes da CVC começou a mudar em 2000, quando a empresa conquistou os consumidores da classe média, aproveitando a desvalorização do real, que quebrou importantes concorrentes como a Soletur e a Stella Barros. Ambas dependiam das viagens internacionais, que de uma hora para outra se tornaram caras demais para a classe média brasileira. Diferentemente delas, a CVC atravessou a má fase com êxito, graças ao turismo doméstico, sua principal aposta até hoje. Na época da crise cambial o turismo rodoviário respondia por 50% de suas vendas, os pacotes aéreos nacionais ficavam com 30% e os 20% restantes eram de viagens internacionais.


Em 28 de maio de 2002 a CVC completou 30 anos de idade com 5 milhões de passageiros embarcados, 48 lojas no Brasil e uma nos Estados Unidos. Nos dias de hoje a CVC prepara-se para vôos mais altos, com a abertura de filiais no exterior que ampliarão a rede já composta por escritórios na Argentina, Chile, Uruguai, EUA e França. A grande meta para 2008 é superar os 1,5 milhões de pacotes comercializados em 2007, alcançando a venda de 1,7 milhões de pacotes de viagens. À longo prazo, a expectativa é de alcançar o recorde histórico de 15 milhões de passageiros transportados até 2010, quando a CVC pretende abrir capital na Bolsa de Valores

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