segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Casos de Sucesso

Como reproduzir no papel a cor exata de um batom? A resposta dos irmãos Hadade originou uma empresa de R$ 45 milhões.




Dois irmãos cariocas dispostos a trocar empregos estáveis pela aventura de ter um negócio próprio, num setor inexplorado. Assim começa a história de Marcus e Alexandre Hadade. Eles são jovens empresários – mas com bagagem considerável no mundo dos negócios – que, a partir deste mês, assumem o papel de embaixadores informais do empreendedorismo no Brasil, sob a chancela do Instituto Empreender Endeavor. A ideia da ONG – uma multinacional sem fins lucrativos que oferece apoio formal a empreendedores de 12 países emergentes – é que, aos poucos, os expoentes desta nova geração assumam o papel que nos últimos anos coube a ícones do capitalismo à brasileira, como Pedro Passos, da Natura, e Luiza Helena Trajano, do Magazine Luiza. A simbólica passagem do bastão acontece durante a Semana Global do Empreendedorismo, que deve movimentar 1,5 milhão de pessoas em 90 países entre os dias 16 e 22 de novembro. Conheça a seguir a história dos Hadade.


Nem todo batom que reluz em vermelho é, de fato, vermelho. Ele pode ser ligeiramente alaranjado. Era isso que as clientes da Natura percebiam quando faziam uma encomenda por catálogo e, ao receber o produto, notavam que ele não tinha exatamente o tom escolhido. A falha estava na conexão entre a tonalidade apresentada na tela do computador, quando o catálogo estava sendo produzido, e a mistura de cores na gráfica, na hora de imprimi-lo. Os irmãos Alexandre e Marcus Hadade viram nessa discrepância uma oportunidade de negócio. E decidiram buscar uma solução que garantisse que o que os olhos veem no papel seja exatamente igual à cor real do produto. O resultado foi um sistema de gerenciamento de cores até então inexistente no país. Em dez anos, a empresa que montaram, a Arizona, tornou-se uma das maiores no mercado de pré-impressão.


Para tocar o negócio, Marcus abriu mão de um emprego estável, como gerente regional de vendas de uma fabricante de eletroeletrônicos. “Como você vai abandonar uma carreira promissora, em uma empresa grande, para tocar uma fábrica de fundo de quintal?”, era o que ele mais ouvia quando tomou a decisão. Era final da década de 90, e os irmãos identificavam um vácuo entre as gráficas desconhecidas e baratas, mas com serviço precário, e as renomadas, de alta qualidade, porém mais caras. Veio daí a ideia de atuar entre os extremos, aceitando pedidos menores, com um preço intermediário. Quando saiu do emprego e começou a trabalhar só na Arizona, Marcus sacou um velho caderno de contatos. “Sempre fui muito envolvido com pessoas, desde o tempo de faculdade”, diz. “Então ligava e, na cara de pau, perguntava: ‘o que você imprime aí na sua empresa?’, ‘O que compra de material impresso?’, ‘Vamos tomar um café e conversar?’.”

Pouco a pouco, foi brotando uma carteira de clientes, que hoje inclui mais de 100 agências de propaganda e empresas como Natura e Mitsubishi. Um passo mais recente foi inovar na automação de processos de comunicação e marketing. Um exemplo? Para autorizar os anúncios veiculados em diferentes partes do país por qualquer uma das 88 concessionárias da marca, a Mitsubishi precisava aprovar cada peça separadamente. Uma plataforma desenvolvida pela Arizona criou leiautes personalizados, com os quais a concessionária pode escolher entre as diversas peças e alterar detalhes como endereços e preços. A aprovação é feita digitalmente. Em 30 minutos, executa-se um processo que levava até dez dias. O próximo passo será internacionalizar as operações. A meta é que, em cinco anos, metade do faturamento – hoje em R$ 45 milhões anuais – venha de fora.

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