quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Conheça as Novas Empresas Sociais

Semana Global do Empreendedorismo Bota Pra Fazer Você gostaria de ter o seu próprio negócio, mas ainda não tem uma idéia que te faça sentir seguro para arriscar? Talvez seja porque você está andando por um caminho errado.

A maioria das pessoas pensam em empreender através de projetos, produtos, planos de negócios convencionais, ou seja, aquelas empresas sem muitos diferenciais, com modelos padronizados, como abrir um comércio, uma empresa de internet ou inventar um novo produto.

Não são caminhos "errados", são válidos e podem dar certo sim, obtendo ótimo resultado e objetivos alcançados.

Porém as vezes essa tradição empresarial fica de lado. É o que está fazendo uma nova geração de empreendedores, que querem fazer algo pelas pessoas e ainda lucrar com isso. É a chamada empresa social,  não é uma ONG nem uma empresa convencional, é uma nova maneira de obter lucros ajudando as pessoas.



Criativos, inquietos e realizadores. Os sete jovens desta reportagem têm todas as características comuns aos empreendedores. Mas eles abraçaram projetos nada convencionais. É uma nova geração, com uma nova mentalidade. Eles não tocam nem empresas normais nem ONGs, e sim os chamados negócios sociais. Todos acreditam que é possível, sim, obter lucro combatendo a pobreza. Kelly Michel, fundadora da Artemísia, entidade que apoia a formação desse tipo de empreendimento, diz: “Temos atraído cada vez mais rapazes e moças talentosos. Eles querem desenvolver modelos que ofereçam oportunidades para todas as pessoas, não só para quem já tem”.


ANTONIO MORAES, 23 ANOS


O QUE FAZ: neto de Antonio Ermírio de Moraes, é cofundador do Vox Capital, fundo de capital de risco que injeta de R$ 150 mil a R$ 1 milhão em negócios sociais com até dois anos de vida


“No ano passado recebi minha primeira oferta de emprego, da consultoria onde estagiava. A proposta era muito boa. Mas eu preferi seguir meu coração e batalhei para viabilizar o meu trabalho de conclusão do curso de administração pública da Fundação Getulio Vargas, que previa a criação de um fundo de social venture capital. Fui captar recursos com um grupo de investidores dos Estados Unidos. Eles sabem que é possível ter lucro financiando negócios sociais. Quer um exemplo? Com a crise, os americanos que investiram em microcrédito estão em situação melhor do que quem apostou na bolsa.”


HENRIQUE BUSSACOS, 29 ANOS


O QUE FAZ: fundador da Tekoha, loja virtual de artesanato produzido por 26 comunidades vulneráveis, de índios do Pará a famílias do sertão baiano


“Em uma viagem à Amazônia, percebi que faltavam condições para as comunidades ribeirinhas comercializarem seu artesanato. Em 2007, fundei a Tekoha com um princípio fundamental: transparência. Apresentamos, para quem quiser, a divisão dos preços dos produtos entre a comunidade, o transporte, os impostos e os custos administrativos. Em média, 50% da receita de venda fica com os produtores. De tanto sucesso, já exportamos para a Suíça e a Polônia.”

TIAGO DALVI, 23 ANOS
O QUE FAZ: fundador da Solidarium, em Curitiba, empresa de comércio justo de artigos de decoração, moda e utilidades domésticas, entre outros itens

“Desde os tempos do curso de administração, eu planejava abrir meu próprio negócio. Mas não qualquer negócio. Não me via, por exemplo, vendendo geladeiras. Buscava algo com impacto social. Desse sonho nasceu, em 2007, a Solidarium. Nossos produtos, de bolsas a porta-canetas, são produzidos por estúdios de design e confeccionados por 270 produtores de baixa renda. A maior parte são mulheres, organizadas em associações, cooperativas ou grupos de trabalho. Elas recebem até 3,5 vezes o que ganhariam sozinhas. Ainda assim, o negócio é lucrativo. Temos clientes como Wal-Mart, Tok&Stok e Renner e estamos prevendo um faturamento de cerca de R$ 500 mil para 2010.”

ALESSANDRA FRANÇA, 23 ANOS

O QUE FAZ: idealizadora do Banco Pérola, instituição que empresta até R$ 1 mil para empreendedores informais de Sorocaba


“Meu pai é caminhoneiro. Minha mãe, costureira. Se tivessem conseguido crédito, poderiam ter ido mais longe. É justamente isso que busco para os beneficiados pelo Banco Pérola. A ideia nasceu quando eu trabalhava como coordenadora do Projeto Pérola, uma Oscip que promove cursos de computação e cidadania para adolescentes de baixa renda. Muita gente tinha plano de abrir um negócio. O que faltava era dinheiro para tirar o projeto do papel. Consegui neste ano R$ 40 mil da Artemísia para fundar o banco, depois de ser aprovada num processo de seleção com 200 candidatos.”

OMAR HADDAD, 25 ANOS
O QUE FAZ: criador da Sementes de Paz, cooperativa paulista de produtos orgânicos

“Éramos cinco estudantes de ciências sociais e geografia da USP e tivemos a ideia de inverter a lógica convencional do comércio. Em vez de produzir primeiro para vender depois, colocamos no mercado nossos produtos só depois de criar a demanda. Reunimos 150 famílias paulistanas que encomendam frutas e hortaliças orgânicas. Com esse sistema, pequenos agricultores podem planejar o plantio e aumentam seus rendimentos em até 100%.”

LUIZ FLAVIO LIMA, 26 ANOS

O QUE FAZ: criador da Revista Menisqüência e dos cursos do Instituto Sala 5, na Brasilândia, bairro da zona norte de São Paulo

“Quando terminei o ensino médio, fui trabalhar como locutor de bingo. Mas o que gostava mesmo era de desenhar. Nas horas livres, dava aulas de histórias em quadrinhos para meninos da Brasilândia numa sala alugada. Cada aluno contribuía com o que podia — R$ 3, R$ 5 ou até com um sabonete. De encontro em encontro, resolvemos criar nossa própria revista, em 2001. Além dos quadrinhos, publicamos fotografias, fotonovelas, crônicas e reportagens. Damos aulas de ilustração, design gráfico, jornalismo e fotografia para a equipe de 60 jovens.”

MARCELO SILVA ROCHA, O DJ BOLA, 28 ANOS
O QUE FAZ: criador de A Banca, produtora cultural do Jardim Ângela, na periferia paulistana

“Eu era motoboy. A partir de 1996, fui juntando dinheiro para comprar equipamentos de som e comecei a promover festas e eventos de hip-hop, a minha paixão. Assim começou A Banca. Organizamos aulas gratuitas de violão e de formação de DJs. Nos encontros, os meninos desabafam. Ajudamos eles a superar problemas com drogas e brigas de família.”

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