sexta-feira, 4 de setembro de 2009

A fase de aquisições do varejo nacional.

Entrevista da equipe do G1 (http://g1.globo.com) com o vice-presidente executivo do Grupo Pão de Açucar, Enéas Pestana.

O varejo no Brasil está mudando muito nos ultimos anos. Na década de 90, quando havia altas de preços por causa da inflação o modelo mais valorizado para se fazer varejo eram os hipermercados, aquelas lojas de 10~12 mil metros quadrados de área de venda onde estão localizados produtos de pra ticamente todos os setores de alimentos e muitos de não alimentos.

Em uma "Hiper Loja" você encontra desde seus cereais matinais, até os pneus e óleo para o seu automóvel.

As pessoas não se importavam em dirigir até à periferia da cidade onde se localizava essas lojas para fazer compras em alta quantidade para estocar em casa, coisa que durava no mínimo 2 horas, muitas vezes enfrentar filas enormes, se perder de seus filhos, pois era necessário que fosse a família toda como se fosse um passeio no parque dos alimentos. Não se importavam pois era necessário devido a inflação que existia em nossa economia.

Porem agora, no século 21, sem descontrole sobre variação dos preços o que se preza pelos consumidores brasileiros, seja ele da classe A ou C, é a conveniência. As chamadas compras de reposição estào em alta, não fazemos mais a compra do mes e sim a compra do dia, muitas pessoas vão aos supermercados 5 vezes por semana, senão todos os dias.

Com isso ocorreu uma necessidade de adaptação por parte das empresas varejistas, e uma das estratégias utilizadas é a aquisição de empresas com posicionamento regional e migração para outros setores, como a exemplo do Grupo Pão de Açucar comprando a ASSAI, Sendas e Ponto Frio.

Com isso, o grupo passou a atuar mais fortemente no setor do "atacarejo" e o setor de "Eletros". Para assim suprir a queda dos Hipermercaods e conseguir levar serviço e conveniência para próximo de seus consumidores.

Um ponto interessante que eu notei da entrevista com Enéas Pestana é que ele cita muito seu otimismo em relação ao setor imobiliário, credibilizando o governo pelas políticas de distribuição de renda e contanto que essa onda refletirá em aumento das vendas do varejo, pois, como ele cita, quem compra uma casa, compra móveis e eletrodomésticos também. Isso pesou muito para o investimento de 1 Bilhão de reais do grupo nesse setor.

Essa visão do executivo é muito importante para nós que estamos empreendendo, um ótimo exemplo de como um bater de asas aqui pode causar um terremoto em um lugar distante, pois todos os setores da economia estão interligados.

Fonte: Globo.com

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