sexta-feira, 10 de abril de 2009

É o mundo ou seu produto que está em crise?


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Jim Goetz, da Sequoia Capital, e Dave Hersh, da Jive Software, adiaram projetos para minimizar os efeitos da crise financeira


Cortes ajudam empresa de tecnologia a sobreviver à crise.
Matéria do site Terra Tecnologia que na verdade é uma tradução de uma materia original do jornal New York Times merece destaque, pois trata de um tema muito importante, um fator que deve ser analisado em tempos de crise, ou seja, os produtos e serviços da sua empresa.
Antes de se falar em crise, já havia empresas com problemas, mals resultados, e não devido ao BOOM que ocorreu no mercado de imóveis norte-americano, mas sim à qualidade inferior de seus produtos e serviços perante a concorrência.
O que eu quero dizer é que empresas estão culpando a crise por estarem em péssimos dias, mas esquecem de olhar pra dentro para ver se realmente é a tal crise que está trazendo mals balanços.
Esse problema está ocorrendo com algumas empresas de tecnologia e TI.

Em outubro, quando Wall Street já estava emaranhada na crise financeira, muita gente no setor de tecnologia ainda acreditava estar isolada contra as piores consequências dos problemas. A Sequoia Capital, uma empresa de capital para empreendimentos que ajudou Google, Yahoo e YouTube no começo de suas trajetórias, não hesitou em usar o medo como forma de corrigir essa impressão ao convocar às pressas os presidentes de 100 das empresas norte-americanas em que tem investimentos para uma sóbria advertência que abalou a calma não só no Vale do Silício, mas em empresas iniciantes de todo o mundo.
Os executivos da Sequoia Capital fizeram uma apresentação intitulada Os Bons Tempos Acabaram, cuja primeira imagem era a de um porco com uma faca de açougueiro cravada na cabeça. Para as empresas iniciantes, eles alertaram, só a rapidez permitiria sobreviver - rapidez no corte de custos e em provar que seus negócios podem propiciar lucros.
Imagem dos Slides que a Sequoia enviou às empresas investidas


Dave Hersh, o presidente-executivo da Jive Software, chegou à reunião sabendo que teria de promover cortes. Só não sabia o quanto eles precisariam ser profundos e dolorosos. Nos meses que se seguiram, dezenas das empresas envolvidas demitiram cerca de mil pessoas, cancelaram novos projetos e se prepararam para a tempestade. Algumas fecharam de vez.
Hersh já vinha planejando demissões. Depois da reunião decidiu que a Jive demitiria cinco pessoas a mais e reformularia suas táticas de vendas, de modo a convencer empresas com problemas de custos a ainda assim adquirir o seu software. As mudanças promovidas pela Jive depois da reunião da Sequoia ilustram as maneiras pelas quais as jovens empresas cortaram custos e estreitaram seu foco em um esforço por sobreviver.
"A Jive serve como exemplo. Fez tudo certo", diz Jim Goetz, o sócio da Sequoia que integra o conselho da empresa. No trimestre encerrado em março, a Jive anunciou receita mais alta do que em qualquer trimestre de sua história, e planeja começar a contratar de novo. Mas no final do ano passado, a mensagem da Sequoia parecia especialmente incômoda para o grupo, que até 2008 vinha apresentando lucros.
Sediada em Portland, Oregon, a Jive foi criada em 2001 por dois antigos alunos da Universidade do Iowa, Matt Tucker e Bill Lynch. O software Jive Social Business emprega ferramentas características da Web 2.0, tais como páginas de perfis, fóruns e blogs, para ajudar empresas a criar redes sociais dirigidas a seus funcionários ou clientes.

Túmulo Capa da Apersentação (Bons Tempos)

Ao contrário de muitas empresas iniciantes, a Jive operou com lucros desde o começo. O software do grupo recebeu críticas positivas na imprensa especializada e foi adquirido por clientes conhecidos como Warner Brothers, Oracle e Nike. Em agosto de 2007, a empresa obteve US$ 15 milhões em capital junto à Sequoia, e triplicou seu número de funcionários.
Mas o grupo começou a tropeçar no ano passado. Levou apressadamente ao mercado uma versão de seu software que apresentava diversos problemas. Fez más contratações, devido à pressa de se expandir, e isso enquanto outras companhias estavam cortando seus orçamentos de software. A Jive registrou prejuízo pelo primeira vez.

"Para ser franco, parte da disciplina e da frugalidade que eram parte da cultura da empresa começaram a desaparecer", diz Goetz. "É a sensação de conforto que surge quando uma nova companhia obtém capital forte, algo que se vê o tempo todo".

Sete dias depois da reunião na Sequoia, Hersh demitiu 25 dos 150 funcionários da empresa, e dispensou alguns prestadores de serviços. Entre eles havia diversos vendedores e três executivos que não estavam capacitados a dirigir a empresa para além de sua fase inicial, diz Hersh. Ele cancelou um projeto de mensagens instantâneas e demitiu os engenheiros que respondiam por ele.
Na mesma tarde, ele convocou os funcionários restantes para uma reunião. Colocou em um slide de apresentação o nome dos funcionários demitidos. Hersh calculava que, dessa forma, os funcionários se preocupariam menos em olhar em torno deles para descobrir quem havia rodado e poderiam se concentrar na mensagem.
Ele detalhou todos os erros da empresa, aproveitou algumas das informações da reunião da Sequoia e disse ao seu time que a companhia precisava reter caixa, realizar cortes rápidos e profundos e investir com base nos resultados e não antes dele, como aconteceu quando fizeram contratações excessivas.

"O pessoal estava chocado, incomodado", disse Dennis Deveny, um diretor de vendas na Jive. "Minha impressão era a de que Dave estava quase chorando". Depois de todas mudanças na empresa, Hersh, um sujeito de aparência bastante conservadora, prometeu aos funcionários que, se eles vendessem US$ 8 milhões em software no quarto trimestre, comemoraria a façanha com uma tatuagem.

O objetivo foi atingido, e por isso, em uma tarde chuvosa de janeiro, ele chamou um tatuador, tomou um copo de uísque, ergueu a perna da calça, esticou o tornozelo e aguentou a dor enquanto o tatuador gravava um oito em números romanos, desenhado pelo mesmo funcionário que criou o logotipo da Jive.

Ele diz que, desde então, quando outras pessoas tatuadas puxam conversa com ele sobre o significado de suas tatuagens, a maioria diz que elas representam o ciclo de sua vida. Hersh diz que "já eu conto que nós atingimos uma meta".

Fontes:
  • Terra Tecnologia
  • Venture Beat
  • New York Times



Veja a apresentação da Sequoia na íntegra:

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