sábado, 28 de março de 2009

Crise Mundial: Inovação é a Solução!

"Não pretendemos que as coisas mudem, se sempre fazemos o mesmo. A crise é a melhor benção que pode ocorrer com as pessoas e países, porque a crise traz progressos.
A criatividade nasce da angústia, como o dia nasce da noite escura. É na crise que nascem as invenções, os descobrimentos e as grandes estratégias.
Quem supera a crise, supera a si mesmo sem ficar "superado".
Quem atribui à crise seus fracassos e penúrias, violenta seu próprio talento e respeita mais aos problemas do que às soluções.
A verdadeira crise, é a crise da incompetência. O inconveniente das pessoas e dos países é a esperança de encontrar as saídas e soluções fáceis. Sem crise não há desafios, sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um. Falar de crise é promovê-la, e calar-se sobre ela é exaltar o conformismo.
Em vez disso, trabalhemos duro. Acabemos de uma vez com a única crise ameaçadora, que é a tragédia de não querer lutar para superá-la." -
Albert Einstein -
Prêmio Nobel da Física de 1921

Como disse o comunista antifascista Antonio Gramsci , filósofo e cientista político italiano :"A crise consiste precisamente no fato de que o velho está morrendo e o novo ainda não pode nascer."
Para muitos, a crise representa medo, perigo, falência, morte, inúmeras inadinplências e juros altos onde a oferta supera demais a demanda. Enquanto isso, para poucos, não passa de uma grande porta que se abre cheia de oportunidades, necessidade de inovação, de novos pojetos e idéias para melhorar a economia mundial, ou seja, uma grande chance para uma renovação tecnológica, avanço em todos os setores da economia e da política.
Essa linha de pensamento sobre crises é conhecido por muitos, mas aplicada por poucos. Quem não sabe que o mundo evoluiu consideravelmente nos períodos das grandes guerras mundiais?
A industria se desenvolveu nos maiores momentos de crise que a humanidade já passou, desde então a tecnologia corre a cada dia numa velocidade difícil de se acompanhar.
Buscando ainda mais atrás, as civilizações evoluiram quando havia escacez de alimentos, água, abrigo. Logo aprenderam a plantar, tecnicas de irrigação, avanço da medicina e por ai vai, a nossa história é a prova de que a crise repersenta evolução e renovação através de inovações.
Para relacionar esse assunto à crise atual que começou a nos preocupar em 2008, precisamos entendê-la. Embora existam milhares de artigos relacionados a essa crise, ela pode ser explicada de uma forma muito simples, dividindo-se em 4 etapas:
  1. O Estouro da Bolha Imobiliária: Milhões de americanos empolgados com a alta do mercado imobiliário em 2006 e baixos juros do Fed, o Banco Central americano, apostaram na compra de novos imóveis através de financiamentos e empréstimos, isso gerou uma grande circulação de títulos e que possibilitou ainda mais empréstimos a juros baixos (1% ao ano). Porém essa grande oferta gerou a desvalorização e provocou uma epidemia de calotes e hipotecas cobradas que, por sua vez, provocou que os títulos ancorados nessas hipotecas que circulam no mercado despencassem de valor.
  2. Bancos Endividados: Esta perda de valor e alta inadinplência fez com que muitas instituições financeiras terminassem com pouco capital nas mãos em relação a suas dívidas que eram muitas, pois eles emprestaram muito capital para esses investimentos na época da bolha.
  3. Medo de Oferecer Crédito: Os bancos não querem investir as suas poucas reservas, com medo de não suportarem a crise. E a crise então se reflete pro mundo, e os bancos japoneses, e europeus, bloqueiam investimentos nos EUA.
  4. O Ciclo que Caracterisa a Crise : Para pagar suas dívidas, essas instituições têm procurado vender os papéis que têm, incluindo os títulos ancorados em hipotecas, o que empurra ainda mais para baixo seu preço, conseqüentemente desvalorizando ainda mais suas reservas. É um ciclo vicioso. O governo tem planos de comprar bilhões de dólares desses titulos desvalorizados para ajudar as instituições, porém a crise já está estabelecida, e refletida no mundo inteiro, pois com o país mais rico endividado, diminuiu-se os costumes consumistas, e as empresas que pararam de vender foram obrigadas a cortar funcionários, aumentando a taxa de desemprego no mundo todo, o que causou ainda mais a diminuição do consumo, aumento dos juros, escassez de créditos, medo de investir, conservadorismo internacional, e por ai vai, como um efeito dominó o mundo todo sofrendo pela crise


Porém como foi destaque no inicio desse post, para uma minoria empreendedora, isso tudo significa uma enorme oportunidade de renovação.

O próprio gênio, Albert Einstein disse: "Em momentos de crise, só a imaginação é mais importante que o conhecimento. "
Para escapar da crise, o mundo precisa de novas idéias, inovações tecnologica. As empresas afetadas ou com medo da crise estão apostando todas as suas fichas nesses projetos.
A Multinacional Intel, por exemplo: "Algumas das melhores inovações da história surgiram em tempos de crise". Quem faz essa afirmação é o vice-presidente da Intel, Anand Chandrasekher, que aproveitou o Mobile World Congress para anunciar que a companhia aposta em novidades para vencer a crise econômica mundial.
O ciclo vicioso que a crise demonstra é diferente para os empreendedores, é pura oportunidade!
O Brasil, para fugir da crise, apostará em inovação, através de politicas de incentivo ao empreendedorismo, surgirão novas empresas, com isso, novos empregos, aumentando a taxa de consumo, mudando a cultura para uma cultura mais voltada à inovação, tecnologia, novas ideias, empreendedorismo, isso gerará novas empresas, atrairá investidores, e está ai o ciclo que a crise representa para os inovadores:
  • Apostar na inovação como mecanismo de incorporação efetiva de valor a partir das atividades intelectuais. Estamos vivendo a sociedade do conhecimento; Aproveitar a ocasião para realizar reformas modernizadoras, que permitam a diminuição de nossa distância em relação ao mundo desenvolvido.
  • Incentivar o empreendedorismo como instrumento de geração de oportunidades, ocupação e renda.
  • Valorizar o desenvolvimento social e a sustentabilidade como elementos prioritários desse processo. Com a inserção do Brasil no mercado competitivo global, o Brasil pode dar um salto, tendo em vista seu potencial empreendedor-criativo, o que reforça o papel da educação e da cultura.É uma chance ímpar de evoluir, o mundo precisava dessa crise, o Brasil não pode deixar essa chance escapar.
"A crise representa oportunidade de crescimento."Leonardo Boff - Franciscano expoente da Teologia da Libertação no Brasil

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